Nós
sempre idealizamos a nossa vida, o nosso futuro. A cada pequeno passo um mundo
de novas ideias e sonhos vão se construindo em nossa mente, e se tornam o nosso
objetivo de vida. E no amor, não é diferente. Idealizamos a pessoa que queremos
ter ao nosso lado, suas características físicas, seu jeito, seus planos, até
seus gostos.
E
ai... nos apaixonamos, e tudo que idealizamos escorre pelo ralo!
Quando
nos apaixonamos tudo o que antes era imprescindível, perde o sentido. Não
ligamos mais se a pessoa é ou não da forma como sonhamos, mas o objeto da nossa
paixão acaba se tornando nosso maior sonho.
Não nos importamos se temos o mesmo gosto musical, ou se gostamos das
mesmas coisas, nessa hora não importa cor da pele, nem cabelos, nem tipo de
corpo. Tudo nos agrada, tudo nos encanta. A paixão é cega, não enxerga
diferenças não mede incompatibilidades.
Mas
com o tempo, as diferenças que antes não apareciam, começam a se evidenciar. Escolhas
devem ser feitas e não havendo um mesmo objetivo, um mesmo pensamento, o casal
apaixonado se vê em um cabo de guerra. Um quer ir para um lado, o outro pro
outro. E é nessa que muitos tem se machucado, e machucado aos outros. Na
tentativa de trazer o companheiro “para o seu lado” acabam se magoando. Criam
expectativas que não são atendidas, e se frustram. Tudo porque se deixaram
levar pela paixão e não observaram as incompatibilidades que com certeza já
existiam desde que se uniram.
Por
isso acredito que existe uma grande diferença entre se apaixonar, e amar. O
amor pra mim não é sentimento, é razão. Não creio que o amor vá pelo que o
coração diz, e sim pelo que o seu cérebro, a sua inteligência lhe mostra. Ele
olha compatibilidades, mede objetivo, observa atitudes, não está nem ai pra
palavras bonitas, antes, examina se essas vêm do coração, se são sinceras. Ele
não se deixa levar pelo porte do bom moço, e sim pelo seu caráter. É isso que
faz dar certo. É isso que faz um relacionamento durar. Amor de verdade.
E
eu? Eu só estou tentando entender por que nos apaixonamos tanto e amamos...
Nada!